#03 – A viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi)

Diretor: Hayao Miyazaki
Duração: 125 minutos
Lançamento: 2001
Prêmios:
– Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002;
– Oscar de Melhor Animação em 2003;
– Está na lista dos 1001 filmes para assistir antes de morrer (Isto não é necessariamente um prêmio, mas acredito que deva ser levado em conta).

Este filme já havia me chamado atenção muito tempo atrás mas efetivamente eu nunca havia parado para ler sobre ou até mesmo para assistir. Decidi dar maior importância quando vi que estava na lista dos 1001 filmes para assistir antes de morrer. Quando finalmente resolvi assisti-lo não conseguia parar de pensar em quão bacana o filme era! Leve, divertido e com muito conteúdo para discussão, inclusive alguns deles só pude perceber após ler sobre o filme na internet.

A história parece boba, uma garota (Chihiro) que se muda de cidade com seus pais e acaba perdida e sozinha em um mundo de fantasias. O detalhe é: Lendo parece bobo. A maneira como o filme é conduzido, como a história é contata faz ele se tornar empolgante, atraente e consegue inclusive arrancar boas risadas. Sentimentos de compaixão e simpatia por todos os personagens, até mesmo os mais improváveis, também fazem parte da experiência. Não tem como ficar indiferente a Chiriro com o seu jeito estabanado, frágil e amedrontada que a sua maneira luta para salvar seus pais e fugir daquele local. É legal perceber o amadurecimento da personagem perante as situações inusitadas as quais ela precisa enfrentar para ir embora.

Um dos personagens mais intrigantes e que me chamou mais a atenção foi o Sem Face. Eu fiquei tentando decifrar qual era a daquele Deus e não consegui chegar a conclusão alguma. Somente hoje, após alguns minutos de pesquisa pude perceber o quanto eu ainda preciso amadurecer para entender certos detalhes nos filmes. Ele era um Deus que não tinha personalidade e acabava refletindo a dos personagem que o cercavam e até mesmo assumindo as formas daqueles que devorava e é nesse detalhe que ele faz toda a diferença na história. Outros personagens também se mostram encantadores e essenciais no decorrer do filme, Kamaji, o velho com seus inúmeros braços, Lin, uma espécie de tutora de Sen (quem assistir entenderá quem é) no árduo trabalho dentro da casa de banhos, Haku, o aprendiz de feiticeiro que inicialmente ajuda Chihiro, entre outros.

Enfim, como meu intuito aqui não é revelar detalhes dos filmes assistidos e sim expressar minha opinião, o que tenho a dizer é: O filme é bom e eu recomendo. Quem ainda não assistiu, assista! Isso vale para todas as idades…

Curiosidades: Miyazaki às vezes utiliza amigos e conhecidos seus como fontes de inspiração para seus personagens. Por exemplo: Chihiro é baseada na filha de um de seus amigos.
As cenas, em sua maioria, foram desenhadas no pincel e apenas em algumas poucas foram utilizadas computação gráfica.

Em breve mais filmes para vocês, mas por hora vou-me embora porque um tal de Tony Stark me espera na sala!

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